RESENHA CRÍTICA – MÚSICA “O ouro e a madeira” de Ederaldo Gentil – Por Fernando Macedo

RESENHA CRÍTICA – MÚSICA “O ouro e a madeira” de Ederaldo Gentil

 

Antes de mais nada, preciso declarar que estou entusiasmado em fazer esta resenha. Primeiro, por ser do curso do qual sempre desejei fazer (psicologia). Segundo, por falar de música que é outra paixão de infância, principalmente quando se tem letras inteligentes e provocantes que remete a arte de pensar e refletir. Terceiro, por resgatar em minha memória um gestor adormecido de fazer e escrever críticas de músicas, como a de Cartola “O mundo é um moinho”, fantástica, por sinal! Ou seja, a disciplina: “Psicologia, ciência e profissão”, está sendo para mim, uma grata surpresa como a “cereja do bolo” de todo o curso até aqui.

Dito isto, indo ao tema proposto, a música “O ouro e a madeira” de Ederaldo Gentil, cujo escutei pela primeira vez em sala de aula, me trouxe inúmeras reflexões, as quais me remeteram a percepção da simplicidade das coisas.

Partes da letra como: “Não queria ser o mar, me bastava a fonte…”; “…não queria ser caminho, porém o atalho…”, “Orvalho ao invés da chuva”, “Não queria ser o dia, só a alvorada”, “Não queria ser o campo, me bastava o grão”, “Não queria ser a vida, porém o momento”,  sintetiza que não há de negar que existem a grandeza e importância das coisas como: Mar em relação a fonte, do caminho e o atalho, da chuva ao orvalho, do dia a alvorada, do campo ao grão, da vida ao momento, mas, como um agente transformador, e consciente de seu papel na sociedade, sabendo quem era, onde estava, e para onde iria, era possível se contentar apenas com o que era tão importante e relevante quanto, embora menos expressivo, ou talvez menos percebido. O autor entendia, a importância e grandeza do mar, contudo a fonte por menos que seja perceptível aos olhares humanos, não deixava de ter a sua relevância. Contextualizando com a área do conhecimento, na psicologia por exemplo, aquilo que muitos de nós não dar a devida importância, é o que talvez seja de maior relevância. Fazendo uma comparação simples com o curso de psicologia em especifico a esta disciplina: Psicologia, ciência e profissão, estar atento aos detalhes, principalmente ao fenômeno existente nas outras vertentes, outras disciplinas é de fundamental importância, e nos fará não apenas compreender, como nos expressar ao mundo com um melhor olhar, o mais amplo possível.

Por fim, e não menos importante, fechando com chave de ouro, o ouro é mundialmente conhecido e utilizado inclusive como símbolo de riqueza, poder e pompa, mas em um naufrágio no mar, um barco carregado de ouro, após uma terrível tempestade, batido nas rochas,  afunda, enquanto que madeira nesta mesma proporção e importância de significado, pois era o elemento que conduzia o outro, se salva, ficando por cima.

O ouro com toda sua magnitude e pompa, seu brilho e esplendor afunda, enquanto que a madeira com sua simplicidade, sem nenhuma formosura, pouco ou talvez nenhum brilho, ficou por cima.

Fazendo uso da pesquisa, de uma das ferramentas de um bom estudante que deseja tornar-se um excelente profissional de psicologia, notei que a canção foi lançada em 1973, embora só tenha se tornado popularmente conhecida em 1975. Foi a época de grande sucesso para MPB com destaques aos grandes cantores como: Roberto Carlos, Tim Maia, o Brasil, se orgulhava de viver um momento conhecido como “milagre econômico”, onde teve um de seus maiores crescimento econômico, não seria de repente, um forte indicador para que o autor tivesse a percepção de dizer: “Humildade e simplicidade também é uma das formas ou talvez a única fonte de riqueza genuína”! Afinal é conquistando as coisas com dificuldade que conseguimos conquistar as coisas ou melhor, é na dificuldade que conseguimos melhor valorizar o real sentido das coisas, e onde nasce inesperadamente “Pérolas finas”, oriundas do “lodo” (problemas) e dificuldades que enfrentamos nesta vida.

Na letra dessa música, fica claro que, você pode escolher passar por esta vida como alguém que apenas existiu, ou você pode escolher passar por esta vida, exercendo: sensação, percepção e atenção a tudo que ocorre ao seu redor, de forma a deixar um legado. É como saber viver a vida, e ainda ajudar aos outros fazerem a mesma coisa, como autor e não apenas vítima de toda uma história.

Aluno do curso de psicologia – Unifacs

madeira

 

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