Pós Copa – Por Dilson Cunha

PÓS-COPA

As notícias positivas da Copa são boas, mas não nos enganam. Nem podem camuflar nossos problemas. A redenção histórica desse país requer mais profundidade. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é o Brasil.
Não é um evento-vitrine que encaminhará nem este nem país algum para aquilo que acreditamos ser “seu destino”. Em princípio, nada contra o evento em si. Mas em um ano eleitoral é bom ficar atento. Futebol é apenas futebol.
Nessa pobre polarização político-partidária que vivemos, ambos os lados querem – com o mal ou com o bem – tirar proveito. E, curiosa mas nao surpreendentemente, grande parte da sociedade cai no conto do vigário da vez. E conto do vigário é vigarice.

Brasil acabou a copa

 

 

 

 

 

 

(Esta imagem foi retirada e editada da internet e colocada pelo autor do site com intuito de ilustrar o texto)
Nesse conto ‘faz-de-conta’, o país fica vira circunstância, e as circunstâncias se tornam o país. A economia sequestrou a política e nossa medida virou ‘PIB’. Sim, reduzem-se todas as nossas complexidades humanas e históricas a uma limitadíssima medida, o PIB. Tudo mais vira acessório. Educação, saúde, justiça, política ambiental, violência social e desigualdade vivem à sombra do fantasmagórico PIB.
Encerrada a Copa do Mundo, já é previsível o cenário político que se desenhará no país: briguinhas mesquinhas de grupos políticos sem qualquer projeto sério e perene para o país. O croqui da panacéia está sendo rascunhado agora, enquanto estamos preocupados com a batalha contra a Colômbia amanhã. E enquanto as torcidas dos polos opostos ficam se utilizando do mundial, de uma forma ou de outra, para auferir ganhos políticos. Aí, perde a política, perde o futebol, perde o país.

dilson cunha

 

Dilson Cunha
05/07/14

0 Comentários



Deixe o seu comentário.

Deixe seu comentário