Minha vida e a Música Por Fernando Macedo

Musica

Quando escuto uma música “boa”, expresso as seguintes palavras: “Quando música era música”!

E é isso, música é música e gostos não se discute, todos cantam e dançam o que desejam de acordo com sua própria consciência.

Música é de Deus, pois tudo foi criado por Ele, e para Ele são todas as coisas, e do diabo quando o é do diabo para o diabo copiado, distorcido, deturpado e pervertido.

Não acredito na idéia de que Deus escolhe e recebe apenas as músicas “gospel” que os “gospéis” fabricam   e dedicam a Ele. E as que não gostam atribuem ao diabo, como se o diabo tivesse poder de criação. Na verdade pra mim, o diabo nem entra nessa,  ele é invocado para ir, sempre que o ser humano descria um gênero pervertendo seu intento desdizendo uma coisa que é, em o que não é.

Fernando, o que você escuta ? qual é seu gênero musical ? eu responderia –O que eu gostar! Pois música é gosto! Tudo que tiver uma “boa” letra, e tudo que tiver co-relação com minha história de vida, e o que escutei durante minha infância e todo processo de minha formação infanto-juvenil.

Que eu lembre, meu gosto musical foi despertado e está diretamente relacionado a minha infância e com o convívio com, raízes familiares, dos tais, se destacam meu primo; Dinho Negryne e minha vó Nininha.

Meu primo, escutava Michael Jackson, Prince, Terency Trant Darby, Titãs, depois passou a curtir Reggae dos estilos roots; Bob Marley, Alpha Blondy,  uns “carinhas” cegos do Maranhão se eu não me engano “Tribo de Jah” e rap: Racionais Mc’s, eu deveria ter uns cinco anos e não só ouvia como via em fita cassete os diversos clips musicais da época sempre escondido da minha vó Nininha (Assembleiana do “joelho roxo”, ou seria do preto, de tanto orar), que dava o nome do quarto onde Dinho dormia, de: “quarto do diabo” (rsrs).

Minha vó nunca quis ofender meu primo ao denominar o quarto assim, mas era como ela acreditava ser, por conta dos diversos cartazes (pôsteres) de ídolos e “demônios” que na verdade eram as fantasias dos “mortos vivos” do  pôster enorme do álbum de  “triller”  (Michael Jackson) que tomava toda a parte de uma parede do quarto, com certeza para minha avó, o Michael de colete vermelho no centro, era o próprio diabo. (rsrs).

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Nesta mesma época na casa de minha vó, como todo bom “crente” em sua fase de adolescência, oscilava entre os corinhos de fogo e músicas poéticas dos corais de crianças, dos adolescentes(eu fazia parte do grupo filhos de Sião), dos jovens, e da rádio cruzeiro, com as músicas da harpa, do cantor cristão, que na ocasião era a nova geração dos artistas gospel como: Thalita, Shirley Carvalhais, Jair Pires, Nelson Ned, J. Neto etc;

 Nos anos 90, escutei rádios gospel, e a audição ganhou novos ritmos, na época com nome de bandas, chamavam de moda e o meio artístico evangélico no Brasil começavam a ganhar “força mercadológica”, alguns já chegavam considerados “desviados” como: Resgate, novo som, Catedral.  Cassiane era mais “purinha”rsrs (risos).

Volta e meia, ia para o quarto do “diabo” e me deleitava a alma, ao doce som de “Ben” e “I’ll Be There” de Michael Jackson , e todos os sucessos românticoss dos Jacksons Five– já era como uma salada de frutas os diversos gêneros. Na mudança para o bairro de Colinas de Pituaçu, com meus pais de “casa nova”, ouvia todos os dias o meu velho de cabelos ainda pretos escutando em seus diversos discos de vinil: Paulo Diniz, Ivanildo Sax de Ouro, Roberto Carlos, Alcione, Tim Maia… e aos domingos pela manhã a canção que não saía da cabeça “Como um dia de domingo” Tim Maia. MPB entra sorrateiramente em minha alma, com canções hereditárias de meus pais. Com minha irmã “Luciana” na sua fase de namoro, enquanto meus pais iam trabalhar, ela colocava as suas canções românticas no estilo “fundo de quintal” e mais músicas entravam para minha “salada”; Só para contrariar, Raça Negra, etc;

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Entre 92 à 98, mesmo afastado do evangelho, escutava música como música, sempre ao que fazia o “bem” que considerava bem a minha alma. Ao estudar inglês, passei a pesquisar as letras das canções internacionais. Já as nacionais nas rádios gospeis fm’s, chega aos ouvidos canções novas como de: Sergio Lopes, Melissa, Som maior, Mattos Nascimento, Carlinhos Felix, Marquinhos Gomes. Já em meados de 99 em diante comecei a ser mais seleto, principalmente as que ouvia no cenário gospel, como: Comunidade Vila da Penha, Comunidade de Nilópolis, Grupo Logos, Sergio Pimenta, Koinonia, Vencedores por Cristo, João Alexandre, Bety Araujo, Sergio Lopes.

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Em meados do na 2000, gostei de algumas músicas do Diante do Trono, até perceber que não eram essencialmente deles, na verdade eles não escondiam, era eu mesmo que não sabia que tinha sua originalidade, gostei do som do Toque no Altar, mas acho que depois mudaram o nome, gostei também de Sostenes Mendes um que surgiu fazendo um diferencial na salada, mais coerente com o evangelho pregado e cantado. Neste período também conheci um amigo cheio de talento e um dom incrível, o nome dele é Uoshington Carqueija, que marcou-me com uma canção “Perdão”, não sei por onde anda, mas creio que esteja usando seus dons e talentos em louvor a Deus onde quer que esteja. Não sou muito fã do rock, mas depois do pingo D’agua, acabei aceitando ouvir também, pois vinha com letras de protesto e de reflexão contendo o evangelho com humor. Em uma viagem ao Rio de Janeiro, junto com Léo (LD2) do MDP que no estilo RAP, tambem teve seu som soando bem aos meus ouvidos, numa canção que testemunha sobre sua própria vida  cujo pude presenciar o milagre de perto, e sim, com ele também acabei conhecendo o Pingo D’agua o Salomão do Reggae, que tocou-me profundamente com a canção “Neura” Hoje eu quero viajar, bateu a neura….foi uma época de que vivia cheio de neuras rsrs. (risos).

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 Na realidade, acabei ouvindo e tudo, e de vez em quando descubro em todos esses ritmos e embalos musicais coisas que muito me agradam e aplico a minha lista, que a cada dia que passa não para de expandir. Graças a Deus são poucos que me criticam, ou se criticam, não o fazem explicitamente na minha cara! A verdade é que, tenho fôlego e por isso louvo ao Senhor, da minha forma! Sem ser juiz de ninguém, é a minha maneira de ser de agradá-Lo, e em agradar a minha alma, ou seja, meus ouvidos e até então minha consciência não me acusa de nada.

Agora, conheço muita gente, incluindo pastores que tem uma vontade enorme de cantar ou mesmo escutar algumas músicas que não são do contexto gospel, mas não o faz,não porque “não pode” mas porque se tornaram reféns de suas distorcidas palavras dogmáticas e religiosas vivendo a sorrateira e perigosa hipocrisia de escutar escondido mas corrigir quem fosse pego fazendo uma batida de um ritmo de música do “mundo”. Ainda alguns, acabam mascarando seus gostos, incluindo de pular e dançar, atrás de roupagem evangelística como pretexto de gostar do que gosta sem os julgamentos dos amigos escribas e fariseus.

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Para mim, ouvir ou cantar música é como roupa que se usa para cada ocasião. E pede seu próprio momento.

Há letras de musicas com mensagens subliminares, há letras que nem precisa, é explicita em seu intento!

Exemplo de uma canção com uma mensagem subliminar:

Você caiu do céu, um anjo lindo que apareceu, com olhos de cristais…luz cintilante, estrela em forma de gente…(Musica Frisson de Sergio Natureza)

Agora leia: Isaías 14:12, ou eu estou blefando, ou tem sentido, tire sua conclusão, o resultado é o que vale para mim e para você.

Além dos “diabos” que se fazem diabo para tornar comercializável ou adaptável ao seu desejo e vontade, usam a música que vão de encontro as verdades bíblicas ; Creio até que certas visões a esse respeito são verdadeiras, mas afirmá-las como doutrina é questionável.

Se eu for falar generalizando incluiria pessoas boas de Deus, sérias e com caráter firmado em Deus, que nada tem haver com toda esta bagunça, não o faço para chocar, mas é meu ponto de vista, não é nada concreto, apenas para ser lido, observado e retido o que é bom.

Ainda geraria polêmica ao falar que o povo come o que lhe dar, seja na pregação ou na música. Na verdade os maduros sabem disso, só não dizem, alguns simplesmente fecham os olhos (vista grossa) e ainda outros usam isto para manipular e conseguir seu intento.

Louvor não é cantar! Louvor é tudo aquilo que em espírito e em verdade procede do coração para Deus!

Louvor começou a ser distorcido quando pastores começaram a usar música como atração! Nem todos eles tinham intenção de fazer algo nocivo, mas as vezes por falta de não ter o que falar criava-lhes uma atração, ainda outros quando começaram a perceber que ao criar atrações as igrejas começaram a lotar e estes números começaram a voltar sempre que as atrações surgiam, lógico que isso não era uma área exclusiva da música, tinha testemunhos de ex tudos, depois a era dos ex-cantores do “mundo” que viam para a igreja recomeçar sua carreira, já que no “mundo” começou a perder espaço.

Durante um tempo percebi que nem todos líderes concordavam com esta “estratégia” mas ainda assim faziam porque viram nisso a única forma de fazer a igreja “crescer”. (Aí já é um outro assunto-crescimento distorcido)

Os que começavam levar isso a sério começaram a perceber que também dava dinheiro, não só para a igreja, mas também para o bolso deles, e então a idéia era cobrar com intuito de “viver” pela fé. Nasce então a expressão mercenários dentro da igreja, uma pregação também começou a ter preço, desde que tivesse batismo no espírito Santo. Ora se a pregação tinha que ter um custo, porque não cobrar também por algumas palavras bem elaboradas, com diversas repetições decoradas ?

Não sou contra que os cantores do universo gospel faça “seu trabalho” e ganhe por isso, mas então não chame de culto, ou de louvor e adoração, pois não é, se realmente querem ganhar dinheiro que tirem o rotulo usado de culto de adoração e façam seus shows através de seus dons e talentos.

Sobre dons e talentos relacionado à música, gosto do que Ranilson Rainer diz em uma de suas canções: “Os dons nunca foram meus, foi o dono que me emprestou pra usar, faço tudo para o agradar, o meu mundo para o adorar. Se identidade é rotulo a dar, verdade é minha prateleira…” (Mais que um bem-Radicalize). A questão é que poucos compreendem isso, e dos poucos que sobram nesta consciência, acabam esquecendo, deixando de cultuar a quem de fato deve ser cultuado.

A verdade é que não era como um todo mal, mas tudo que substitui a palavra em um culto, com certeza não demorará muito para que dê espaço para ventos de doutrinas, dogmas insanos.

É como vírus , nem todos entram com visão de mercado, mas com o tempo acabam se envolvendo e de uma forma sorrateira já estão lá sendo estrela. Perdem a essência, saem do culto e fazem show, sob alegação de que é estratégia para ganhar as almas.

Fico imaginando que se realmente as pessoas querem  ser levitas, deveriam fazer o uso correto do nome, da etimologia levitica, e aproveitar também e fazer os sacrifícios, e também tornar a cruz vã. Ou então levita, ou seja, fica levitando no ar! (risos). Sei lá, acho que como vai a carruagem gospel, isso até pode acontecer viu!

Temo que alguns dos que conheço e sei que entrou com coração puro nisso, fiquem arrogantes e sintam-se “deus” e de repente repitam o mesmo que Lúcifer. Que depois de estrela virou cadente.

Sirva a Deus, mesmo com os dons e talentos, mas também trabalhe, e sustente-se sob as custas do suor de seu trabalho. De forma que seu louvor flua não apenas como alguém que quer ver o resultado do trabalho na renda, mas na simples vontade de agradar os ouvidos sem com esta intenção lucrar! O Dinheiro tem sido o deus de muitos deles, é lamentável. Fazem uso de estratégia de marketing para atrair, não se doam, apenas vende, mas um dia o show acaba! E restarão os que adoram em espírito e em verdade, com amor, e a graça e de graça!

Alguém lendo este texto deve se perguntar, quem é ele para falar isso e assim? Eu respondo! Ninguém, nada! Não sou nada, mas sou quem sou! Para quem não entende, gravar um cd custa caro (se for com qualidade), produzir tudo isso também, não é fácil, minha visão a isso, não é alienada, conheço muitas bandas e sei o quanto pagam um preço para se fazer o que certo e bem no evangelho pela música. O PROBLEMA É SEMPRE OS EXAGEROS! Por exemplo: louvor e arte, pra mim tudo bem, desde que não se confunda criatividade com lucratividade, e nisto, não esquecer do reino!

No mais o que acredito que esteja coerente com o evangelho na música é fazer tudo sem a visão partidária, nem na busca do interesse pessoal, e nem se achando superior, sempre considerando-se menor e superior o outro, como João o era e Jesus o é! Filipenses 4:8

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.Filipenses 4:8

Com amor, de verdade, com amor;

Fernando Macedo

13 Comments

  1. ERLANDERSON BONFIM disse:

    Texto muito interessante e reflete o coração e a mente de alguém que das duas uma;
    estudou profundamente o tema proposto,
    viajou dentro do seu próprio ser e transformou sua reflexão em um texto poético, fico com a segunda.

    Realmente me impressionei não tanto com abordagem sobre a musica mais sim com a clareza e persuasão despretensiosa mais atordoante que o autor do texto verbalizou sua forma de enxergar a musica e o cristianismo. Como desnudou aqueles que criticam abertamente e ouvem no oculto.
    Um tema muito polemico mais escrito com a maestria de Fernando Macedo e que me fez mais uma vez repensar e viajar dentro de minhas convicções para formar uma opinião melhor do que a de simplesmente dizer que sou contra os estilos musicais fora das quatro paredes do evangelho.
    Parabéns pela coragem de se expor defendendo um ponto de vista diferente da maioria, se é que para você foi uma exposição.
    Ainda não posso discorrer com propriedade sobre o texto, pela falta de preparo o que me levaria a não ter argumentos e também pelo tempo que não me permite, pelo menos por hora. Mais interessante esse texto e merece nossa atenção.
    Saudações!

    • Nobre Erlanderson, que saudades de você amigo (de fato) e na verdade! e em amor!

      Suas palavras são dignas de quem de fato me conhece, não como o AUtor da vida, obviamente, mas como daquele a quem intimidades conhece! Fico surpreso quando alguem como você, “curte” algo como este texto que escrevi, e que desprovido de qualquer pré-julgamento alheio, conseguiu refletir, fazendo prevalecer o real sentido do texto escrito!

      Beijo no coração, saudades!

  2. marcela jesus santos souza disse:

    achei muito interessante esse escrito,ele me despertou a curiosidade de saber o que vc acha da dança como forma de adorar a Deus, se for possível.

  3. Elda Rabelo disse:

    Este texto, de cunho próprio, está muito bom Fernando,gostei muito e concordo inteiramente.Eu também sempre cresci escutando músicas,aliás,quando agente nasce em um lar cristão a música é apresentada a nós como algo que vem do céu,e vem mesmo!Sinceramente,não dá pra colocar Deus de um lado e a música de outro,porque pra mim Deus é música,a música mais perfeita que eu já escutei,e por ele ter criado todas as coisas,e dele são todas as coisas, e para ele,somente para ele são todas as coisas,glória pois a Ele pela música,e estamos falando da música como um todo,acordes,sons,notas,melodias,ritmos,etc.Glória pois a Deus por tudo,tudo que Ele criou,porque a glória é Dele e não do Diabo,porque o Diabo não tem nada,nem moradia ele tem,mas tem uma coisa que ele faz e gosta de fazer,é corromper,aí eu posso dizer que a corrupção é do Diabo,porque ele corrompe a mente das pessoas,Deus fez o homem criativo e deu a ele o Livre Arbítrio,aí o Diabo corrompe a mente do homem, e o homem cria letras profanas,pobres de conteúdo com uma determinada melodia,e por ai vai,um assunto leva a outro assunto,há muito a ser analisado,revisado,considerado e reparado.Ainda bem que a música é de Deus!rsrsr
    Obrigada pelo texto Fernando!

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