Caso Carrefour – Da humanização dos animais a animalização dos homens

Caso Carrefour – Da humanização dos animais a animalização dos homens

Sou amante de animais, tenho um cachorro que cuido e zelo com todo amor e carinho que aprendi a ter e ser, mas não sou irracional ao ponto de sair disparando todo tipo de vitupérios ao ponto de desejar ou ameaçar de morte outro ser vivo já considerado culpado pela maldade praticada.

 

Esta é a maldição hereditária do mal que nos habita, do  culto ao ódio pelo ódio, que perdura desde sempre e que precisa ser urgentemente neutralizado no mínimo naqueles que tem o senso de se reconhecer dependente e carente do amor de Deus. Isto porque acredito que é por falta de amor que a iniquidade cresce, se multiplica e deixa os seres mais gélidos, conforme disse Jesus nos evangelhos.

Que o ato do rapaz que maltratou e matou o animal foi cruel e criminoso, e que pelas convenções nacionais e vigentes ele deve responder e arcar com as consequências de suas ações, não há dúvidas e nem discussões sobre. Mas chamo atenção para os extremos dos “aproveitadores da notícia” de diversos tipos e  por enquanto vou focar apenas no que li e ouvi nestas últimas horas:

Que a empresa (contratante e responsável pelo local onde aconteceu o crime) é uma ameaça para os cães de rua, e que deve ser feito boicotes em todas suas lojas! ((Idiotice)

Além do fato ter sido isolado, e a empresa se manifestar repudiando tal ato e se colocar a inteira disposição da polícia para as investigações e mostrar-se disposta a colaborar para campanhas sobre o tema dos maus-tratos, em menos de 12hs do ocorrido. Como administrador posso dizer duas coisas: Que de fato as empresas tem a responsabilidade jurídica pelas ações de seus funcionários ou terceirizados, e que  juntamente com o autor,  tanto a terceirizada como a contratante através de seu departamento jurídico e de forma bastante articulada com o departamento de marketing interagirão sem medir esforços para mitigar os efeitos nefastos.

No entanto, é sabido que a depender da repercussão midiática, e neste caso foi de grande proporção nacional, ambas as empresa se valerá pelo que fora estabelecido em contrato e ou em cláusulas de SLA.

Então, relaxem! Não foi nenhuma ação deliberada da contratada ou contratante, e sim de um indivíduo que é passivo de erros.

Que a empresa de segurança é irresponsável pela contratação deste individuo!

Se as empresas comprovarem por meio de evidências que fora aplicado treinamentos, DDS, DSMS, códigos de ética, ambas amparadas pela CLT, e CCT’s com acordos coletivos gerais ou individuais com regras regionais, o máximo que acontecerá é uma multa aplicada a contratada, que por sua vez poderá recorrer . Além disso, agir com uma resposta breve de possibilidades de aplicação do art 482 da CLT, aplicando demissão por justa causa. O que desresponsabiliza indiretamente a empresa.

Que os seguranças são todos assim, assassinos de animais! E por isso, todos eles precisam pagar por este ato imbecil do indivíduo  criminoso. (Absurdo)!

Não, nem todos seguranças fazem como fez este rapaz, pelo contrário, a maioria dos profissionais de segurança e agentes de portaria que conheço que passam suas 12hs de serviço atentos, fazendo a proteção patrimonial e por vezes são visitados por cães e gatos e os alimentam e cuidam porque fazem bem a eles pela companhia de seu duro e solitário plantão.

Então por favor, não venha com seus extremismos generalizar e fazer o linchamento virtual de toda uma classe que na sua grande maioria jamais agiria como o rapaz que cometeu crime de maus-tratos.

Aos ativistas de plantão

Compreendo os veganos, darwinistas, todos ativistas e suas ações por um mundo melhor e os ideais em que vocês acreditam, mas peço atenção para a coerência no mundo e geração em que vivemos, genocídios são praticados escancaradamente e não vejo tamanha repercussão. O a legalização do aborto (que não farei nenhuma defesa aqui agora) é um assunto discutível por muitos, mas não vejo a mesma ênfase de certas organizações como vejo em defesa dos animais.

Gente, menos ódio, mais amor! Mais análises contextualizada antes de qualquer julgamento temerário. Vamos nos enxergar mais, e se dedicar ainda mais por causas que tem maior relevância do que essa por exemplo, que envolvem humanos.

Precisamos prestar mais atenção e rever os discursos de humanização de animais e animalização dos humanos, por mais que alguns humanos insistam em se afastarem da essência da existência no amor ao próximo.

Fernando Macedo

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